Escritor Salim Miguel está internado em estado grave em Brasília

Salim Miguel mudou-se para Brasília para ficar mais perto dos filhos

Foto: Charles Guerra / Agencia RBSEscritor Salim Miguel está internado em estado grave em Brasília Charles Guerra/Agencia RBS

O escritor Salim Miguel, 92 anos, está internado em estado grave em Brasília. Segundo a família, ele deu entrada no hospital na quinta-feira (7) para tratar uma broncopneumonia. Autor de mais de 30 livros, é um dos ícones da cultura catarinense e figura importante da literatura brasileira.

Em razão da idade avançada, os filhos informaram que o escritor já estava com a saúde debilitada. Em 2012 ele sofreu um acidente doméstico e ficou internado em estado grave em Florianópolis. Chegou a ficar em coma, mas se recuperou bem.

Salim Miguel e a mulher, a poeta e professora Eglê Malheiros, mudaram-se de Florianópolis para Brasília há cerca de dois anos para ficar mais perto de três dos cinco filhos que já moravam na Capital Federal.

Salim Miguel nasceu no Líbano e aos três anos de idade desembarcou com os pais no Brasil. Ainda criança mudou-se para a cidade de Biguaçu, na Grande Florianópolis, e desde a juventude envolveu-se com movimentos culturais e intelectuais

Lançou o primeiro livro, Velhice e Outros Contos, aos 27 anos. Hoje é um contista e romancista consagrado, com distinções importantes ao longo dessa trajetória, entre elas o Prêmio Machado de Assis, em 2009, condecoração máxima concedida pelaAcademia Brasileira de Letras (ABL) pelo conjunto de sua obra.

Foi também um exímio jornalista.  Escreveu para revistas como a Manchete, para a qual inovou ao propor fotorreportagens, e marcou época também como crítico literário doJornal do Brasil nos anos 1970 e 1980.

 

A família informa que o autor está hospitalizado num ¿quadro sem saída¿ e que gostaria levá-lo para casa, mas os médicos não autorizaram.

A revolução cultural do Grupo Sul

Salim e Eglê também fizeram parte do Grupo Sul, movimento modernista que revolucionou a cena artística e cultural de Santa Catarina entre 1948 e 1957. Além da publicação de uma revista, o coletivo de intelectuais editou livros, encenou peças teatrais, promoveu exposições de arte, fundou o primeiro clube de cinema do Estado e produziu o primeiro longa-metragem catarinense, O Preço da Ilusão.

Como ativista cultural, exerceu cargos de grande relevância. Entre 1983 e 1991 dirigiu a Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC), colocando-a entre as principais do país.  Entre 1993 e 1996 esteve à frente da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, para a qual colaborou na definição da política cultural de Florianópolis.

 

http://dc.clicrbs.com.br/sc/entretenimento/noticia/2016/04/escritor-salim-miguel-esta-internado-em-estado-grave-em-brasilia-5769271.html

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Academia Catarinense de Letras presta homenagens a Mário Pereira

Academia Catarinense de Letras realiza hoje, às 19h, a sessão de saudade em memória do acadêmico Mário Pereira, vice-presidente na gestão de Péricles Prade. Jornalista dedicado, ético e escritor talentoso, Mário atuou durante décadas no grupo RBS, como colunista e editorialista do DC. Foi também editor-chefe de O Estado. Ele faleceu em Florianópolis no dia 21 de julho de 2014.

 

http://dc.clicrbs.com.br/sc/colunistas/moacir-pereira/noticia/2016/04/academia-catarinense-de-letras-presta-homenagens-a-mario-pereira-5766863.html

92% dos estudantes universitários preferem livros impressos a e-books

17/02/2016 – 17H02/ ATUALIZADO 18H0202 / POR LUCAS ALENCAR*

livrosdez (Foto: reprodução)

LIVROS IMPRESSOS AINDA SÃO PREFERÊNCIA ENTRE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS (FOTO: REPRODUÇÃO)

 

Se você é desses que imagina que os jovens preferem tudo em um celular ou em um tablet, os resultados deste estudo irão surpreender você. De acordo com uma pesquisa feita pela professora Naomi S. Baron, da American University, 92% dos estudantes universitários preferem ler livros, em vez de e-books.

De acordo com a professora, boa parte dos estudantes disse preferir as páginas impressas porque computadores, tablets e outros dispositivos digitais oferecem mais distrações à leitura, além de dor de cabeça e incômodos nos olhos. O estudante Steven Hernandez, citado no estudo, deu estes três argumentos para dizer que prefere os livros impressos. “Os pontos fortes dos e-books são o preço mais baixo e a interação que algumas obras oferecem, mas os dispositivos eletrônicos exigem uma educação tecnológica que muita gente não está acostumada”, comentou o estudante.

Para a chegar à conclusão, a professora entrevistou alunos norte-americanos, japoneses, alemães e eslovacos. Na conclusão do livro que editou a partir do estudo, “Words Onscreen” (“Palavras na tela”, em tradução livre), ela disse que os fatores culturais também influenciam a preferência de leitura dos estudantes. Na Eslováquia, por exemplo, o cheiro do livro foi citado como um dos pontos fortes do impresso. Na Alemanha, os estudantes gostam da sensação de virar as páginas do livro.

E não são apenas os estudantes que preferem os livros aos e-books. Números de 2015 mostraram que os números de compras de livros digitais caíram pelo segundo ano consecutivo, nos Estados Unidos e no Reino Unido.

*Com supervisão de Cláudia Fusco

Reunião de abril da Associação

Olá pessoal, escrevo para convidá-los para a reunião de abril da Associação de Escritores, que será realizada no dia 9 de abril, a partir das 18h, nas dependências do Museu Histórico Cultural, situado no centro de Rio do Sul.

Após a reunião, as pessoas que tiverem disponibilidade, serão convidadas para participar de um momento de integração no Original Bistrô.